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Desde os primórdios, o homem busca combater o seu inimigo em melhores condições. Desse imperativo, surgiu a palavra AKVA, de origem sânscrita, cujo significado é “combater em vantagem de posição”, originando dessa forma, a Arma de Cavalaria. Na antiguidade, essa vantagem era conseguida por meio do uso de plataformas empurradas por guerreiros. Mais tarde, as plataformas foram sendo substituídas por elefantes, camelos e cavalos.

O aperfeiçoamento das armas, decorrentes da rápida evolução tecnológica dos últimos anos, ampliou suas possibilidades, por meio da agregação de inovações nas modernas plataformas de combate.

Hoje, no bojo dos modernos carros de combate que, atualmente, equipam o Exército Brasileiro, ou sob as asas de helicópteros de reconhecimento e ataque, a Cavalaria continua atuando em largas frentes, precedendo as forças terrestres, reconhecendo, provendo segurança e realizando manobras envolventes e profundas, missões consagradas da Arma de Cavalaria.

Além disso, suas características de flexibilidade, capacidade de manobra, ação de choque, comunicações amplas e flexíveis, potência de fogo e proteção blindada lhe conferem, atualmente, grande importância no campo de batalha tridimensional e não linear, cada vez mais letal e dinâmico.

 

                                                                    ATIVIDADES DURANTE O CURSO

 

O Curso de Cavalaria da Escola de Sargentos das Armas habilita o seu concludente a ocupar cargos e desempenhar funções nas graduações de 3° Sgt e 2° Sgt combatente não aperfeiçoado da Qualificação Militar de Subtenentes e Sargentos de Cavalaria nas Organizações Militares da Arma.

Além das Instruções Militares Comuns a todos os cursos, que englobam as disciplinas "Treinamento Físico Militar", "Instrução Geral", “Instrução Especial”, “Armamento, Munição e Tiro” e das disciplinas “Português”, “Inglês”, “Metodologia do Ensino Superior”, “Raciocínio Lógico e Estatístico” e “Didática”, o Futuro Sargento de Cavalaria tem sua Formação Militar focada em assuntos atinentes ao preparo e emprego das Frações de Cavalaria Mecanizada, e recebe as Instruções Específicas da Arma, conforme especificado a seguir:

- Equitação: esta Disciplina, típica da Arma de Cavalaria, visa desenvolver diversos conteúdos atitudinais, sejam eles a coragem, iniciativa, agilidade, que mantém acesa as tradições da Nobre Arma ligeira. Além disso, o Aluno aprende os Fundamentos do Emprego das Frações de Cavalaria de Guarda em Operações de GLO e recebe noções das diversas modalidades desportivas equestres que são realizadas no âmbito do Exército.

- Técnicas Militares I: nesta Disciplina o Aluno aprende os sobre o emprego de explosivos e comunicações durante as Operações Militares realizadas pelas Frações de Cavalaria. Além disso, recebe conteúdos atinentes à formação do Comandante do Grupo de Exploradores, do Comandante da Peça de Apoio e de Comandante das Frações do Pelotão de Morteiros Pesados.

- Técnicas Militares II: disciplina com foco em Blindados Sobre Rodas. Nesta Disciplina o Aluno recebe conteúdos relativos à formação do Comandante da Seção de Viaturas Blindadas Sobre Rodas e do Comandante do Grupo de Combate. Além disso, o Aluno aprende sobre o emprego de Armamento Anticarro e adquire noções básicas sobre Operação da VBTP Guarani.

- Emprego da Cavalaria: disciplina em que além de receber instruções sobre os fundamentos básicos de emprego da Arma de Cavalaria, o Aluno integra os conhecimentos adquiridos nas Disciplinas de Técnicas Militares I e II, ao aprender sobre o Emprego do Pel C Mec nos diversos tipos de Operações Básicas executadas pela Cavalaria Mecanizada no Amplo Espectro dos Conflitos.

Durante o Ano Letivo, o Aluno participa das seguintes situações integradoras: Operação Fura Carta (Tradicional Exercício de Longa Duração do Curso de Cavalaria da ESA, realizado desde o início da década de 1980 e que marca a Entrada na Arma), PCI de Viaturas Blindadas e Simulação de Combate (realizado no CMS com apoio do Centro de Instrução de Blindados), Reconhecimento das Frações do Pel C Mec, Tiro das Armas Coletivas do Pel C Mec, Reconhecimento Escola do Pel C Mec e, PCI de Reconhecimento/Ação Retardadora nível Pel (Exercício de Dupla Ação realizado no CMO com apoio das Organizações Militares do SISFRON).

No final do Curso, os Alunos participam do Projeto Interdisciplinar e da Manobra Escolar do DECEX, situações estas que oportunizam a integração de todos os conhecimentos adquiridos ao longo de dois anos.

 

 

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                                                        PATRONO DA ARMA DE CAVALARIA

                     “É fácil a Missão de Comandar Homens Livres: basta mostrar-lhes o caminho do Dever!”

 

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10 de maio de 1808. Nasce na Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio, atual Município de Osório (RS), o menino Manuel Luis Osorio.

Filho de estanceiro, aprende desde cedo a dominar como ninguém os animais que lhe servem de montaria. De praça do Exército Imperial aos quinze anos de idade, galga todos os postos da hierarquia militar de sua época, mercê dos atributos de soldado que o consagram como "O Legendário".

Comandante de esquadrões, regimentos e exércitos, em período conturbado de nossa história, participa com brilhantismo das Campanhas da Independência, Cisplatina, de Monte Caseros e da Guerra da Tríplice Aliança.

De seus vários atos de bravura, astúcia e heroísmo destaca-se a atuação como tenente-coronel em Monte Caseros, quando, à frente do 2º Regimento de Cavalaria, na vanguarda das tropas brasileiras, inflige ao inimigo o rompimento do seu dispositivo de defesa e comanda decisivas operações de aproveitamento do êxito e perseguição.

Marechal e marquês, em seu brasão há três estrelas douradas que representam os ferimentos sofridos no rosto durante a cruenta Batalha de Avaí, em dezembro de 1868.

A despeito do reconhecimento que lhe fora dispensado até mesmo pelos inimigos de então e da popularidade que o transformara em mito nos campos de batalha, Osorio expirou em 4 de outubro de 1879 com a mesma simplicidade que o acompanhara durante toda a vida.

Hoje, o Parque Osorio, situado na mesma terra que o viu nascer, acolhe os restos do insigne Patrono da Arma de Cavalaria.

 

                                              CANÇÃO DA ARMA DE CAVALARIA

 

Letra: Teófilo Ottoni da Fonseca

Arma ligeira que transpõe os montes,

Caudais profundos, com ardor e glória,

Estrela guia em negros horizontes,

Pelo caminha da luta e da vitória.

Cavalaria, Cavalaria

Tu és na guerra a nossa estrela guia!

Arma de tradição que o peito embala

Cuja história é de luz e de fulgor

Pelo choque, na carga, ela avassala

E ao inimigo impõe o seu valor.

Cavalaria, Cavalaria

Tu és na guerra a nossa estrela guia!

Montado sobre o dorso deste amigo:

O cavalo que altivo nos conduz,

Levamo-lo também para o perigo,

Para lutar conosco sob a cruz.

Cavalaria, Cavalaria

Tu és na guerra a nossa estrela guia!

De Andrade Neves e Osorio, o legendário,

E outros heróis que honram a nossa história,

Evocamos o valor extraordinário

Pelo Brasil a nossa maior glória!

Cavalaria, Cavalaria

Tu és na guerra a nossa estrela guia!

 

  

                                                 BRASÃO DO CURSO DE CAVALARIA DA ESA

  

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HERÁLDICA

Acima, observa-se o Brasão do Curso de Cavalaria da Escola de Sargentos das Armas. Tal símbolo foi idealizado por Militares da Equipe de Instrução do Curso de Cavalaria do Ano de 2018, com o objetivo de materializar a Formação do Sargento de Cavalaria, tendo sua arte final elaborada pelo então Aluno 3940 HUMBERTO Dias de Souza.

O Brasão tem sua simbologia, conforme descrito a seguir.

Na parte superior do Brasão, observa-se um Elmo. Este Elmo é do Modelo utilizado pelos Cavaleiros Medievais que participaram das Cruzadas e das diversas Guerras ao longo da História da Humanidade, como alusão ao Passado de Tradições Gloriosas da Cavalaria.

O Escudo é do tipo Francês Moderno, que faz referência à modernização trazida ao Exército Brasileiro e a Cavalaria pela Missão Militar Francesa nos anos 1920. Tem o seu interior Esquartelado pintado com os esmaltes Vermelho e Branco, que remetem às cores da Cavalaria Brasileira (Segundo Geraldo Lauro Marques, autor do Livro “Era uma vez na Cavalaria”, o Branco lembraria as vestes utilizadas na Idade Média pelos Aspirantes na cerimônia em que seriam sagrados Cavaleiros e passariam a pertencer a Ordem da Cavalaria; o Vermelho traria à memória o sangue vertido em combates).

O Escudo está dividido conforme se segue:

- No Canto Superior Direito do Escudo existe a cabeça de um Gavião no alto de uma Montanha. Tal desenho remete ao Pico do Gavião e ao Campo de Instrução General Moacyr Araújo Lopes – CIGMAL, local em que as Turmas de Sargentos Combatentes de Carreira do Exército Brasileiro foram forjadas desde a chegada da Escola de Sargentos das Armas na cidade de Três Corações em 1950.

- No Canto Superior Esquerdo do Escudo existe uma Quaderna, que “representa o Curso de Formação de Sargentos com as cores do Exército do Brasil, composto por 4 meias luas crescentes, entrelaçadas por elos, que faz lembrar que o sargento é o elo entre a tropa e o comando” (Gen Ex Campos, 2017). É o farol de conquista ao final do Curso para aqueles que se lançam ao desafio de se tornar Sargento de Carreira do Exército Brasileiro.

- No Canto Inferior Direito do Escudo, existe um desenho materializado por um Capacete Medieval em cima de uma Roda de Blindado, símbolo da Cavalaria Mecanizada do Exército Brasileiro, que representa o Foco Prioritário dos conhecimentos transmitidos durante a Formação do Sargento de Cavalaria na ESA.

- No Canto Inferior Esquerdo do Escudo há a figura de um Cavalo, que nos remete às cargas gloriosas do passado, ao combate em vantagem de posição “AKVA”, e que hoje é utilizado como Meio Nobre para desenvolver nos jovens cavalarianos recém-chegados à Arma Ligeira, os atributos típicos do cavalariano tais como Iniciativa, Coragem, Autoconfiança e Rusticidade, que lhe serão imprescindíveis no cumprimento de suas Missões Futuras

O Escudo é suportado por dois ramos de Café, que fazem alusão ao Produto esteio da economia regional e ao Sul do Estado de Minas Gerais, onde se localiza a cidade de Três Corações, região que desde o Brasil Colônia é tradicionalmente um Polo Produtor e Exportador de Café do País.

Ao Fundo do Brasão, observa-se duas lanças cruzadas com galhardetes, símbolo da Arma de Cavalaria no Brasil. Destaca-se a Cor Vermelha dos Galhardetes voltada para cima, que era utilizado no passado como símbolo das tropas durante as Guerras e Conflitos e que representa a Finalidade Maior da Formação da Escola de Sargentos das Armas, que é preparar o futuro Líder de Pequenas Frações para os Momentos de Crise da Vida Nacional.

Na parte Inferior do Brasão, abaixo do Escudo, há uma Divisa com os dizeres “CFS – CURSO DE CAVALARIA – ESA” que significa Curso de Formação de Sargentos (CFS) – Curso de Cavalaria – Escola de Sargentos das Armas e que nos remete ao que o presente Brasão representa.

Seja qual for a evolução que o porvir lhe reserve, existirá sempre uma Cavalaria, isto é, uma Arma mais rápida do que o conjunto do corpo de batalha, cuja missão será “reconhecer”, “manobrar”, “perseguir”, e que, levada pelo cavalo ou pela máquina, encontrará sempre o sucesso na “AUDÁCIA”, na “VELOCIDADE”, na “SURPRESA”; Arma que, em suma, deverá sempre ostentar o “Espírito Cavaleiro” com tudo que este espírito encerra: “DECISÃO”, “LEALDADE”, “ELEGÂNCIA NO UNIFORME E NO CARÁTER”, “AMOR AOS LANCES PERIGOSOS. (...)” (Gen Weygand – Prefácio do Livro “Mais uma Carga Camaradas, Marcel Dupont, 1937).

HAVERÁ SEMPRE UMA CAVALARIA!

 

 

OPERAÇÃO FURA CARTA

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A “Operação Fura Carta” é uma atividade tradicional do Curso de Cavalaria da Escola de Sargentos das Armas, que é realizada desde o início da década de 1980 e que marca a Entrada na Arma dos Novos Cavalarianos.

É o primeiro Exercício de Longa Duração que o Aluno recém incorporado às fileiras da Arma de Cavalaria participa e o último que ele fará a pé, sem o emprego das Plataformas de Combate características da Arma Ligeira.

A atividade caracteriza-se pela execução de um Exercício no Terreno, no Campo de Instrução General Moacir Araújo Lopes e localidades ao redor do Campo de Instrução (Cidades de Luminárias, São Bento Abade e São Tomé das Letras), que integra conhecimentos na execução de técnicas militares diversas, tais como: Marchas a Pé; Orientação e Topografia; Comunicações; Explosivos e Destruições; Armamento, Munição e Tiro; Patrulha; Operações de Garantia da Lei e da Ordem; e, Equitação.

Tem como objetivos:

- Desenvolver conteúdos atitudinais nos alunos (RUSTICIDADE, INICIATIVA, RESILIÊNCIA, dentre outros);

- Valorizar o uso das viaturas na Arma de Cavalaria;

- Realizar treinamento em PATRULHAS;

- Verificar conhecimentos dos assuntos do PLADIS ministrados no Período Básico e no Período de Qualificação até então (Patrulhas, Mtr .50, Equitação, Explosivos e OBA); e,

- Cultuar Tradições do Curso de Cavalaria da ESA (Exercício realizado por Todas as Turmas de Cavalaria da Ativa na Atualidade).

A Turma de Sargentos é dividida em 04 Patrulhas buscando mesclar o máximo possível os Alunos que tenham feito Período Básico em OMCT diferentes, com o objetivo de consolidar o Espírito de Corpo da Turma o mais rápido possível. As Equipes cumprem as Oficinas em sistema de rodízio diário, realizando a pé todos os deslocamentos entre oficinas (em 04 Bases, distantes cerca de 25 Km uma da outra). Os Alunos andam aproximadamente 100 Km, caso não se percam na navegação dos deslocamentos entre Oficinas.

As Patrulhas receberam denominações que remetem a Brigadas e Organizações Militares Tradicionais da Cavalaria, conforme se segue:

CHARRUA – 2ª Bda C Mec

GUAICURUS – 4ª Bda C Mec

ENCOURAÇADA – 5ª Bda C Bld

DRAGÕES – 1º RCG

As Missões de Patrulha a serem cumpridas terão ligação com as matérias já ministradas no PLADIS. O planejamento e execução será a critério do Al Cmt da Patrulha, com o mínimo de interferências por parte dos Instrutores, visando desenvolver a INICIATIVA, atributo fundamental no desenvolvimento do Espírito da Arma nos Novos Cavalarianos.

Todas as atividades, desde os Deslocamentos até a execução das Oficinas são Avaliadas e ao final do Exercício haverá a Patrulha Destaque, que terá sua flâmula colocada em Posição de Destaque no Curso e usará um Distintivo de Gorro.

 

 


 

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