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A Artilharia, arma que integra a Função de Combate de Fogos, é o principal meio de apoio de fogo do Exército Brasileiro. Possui a missão de apoiar a Força pelo fogo, destruindo ou neutralizando os alvos que ameacem o êxito da operação. A Artilharia brasileira divide-se em duas vertentes, de Campanha e Antiaérea, e passou por profundas transformações provocadas por constantes evoluções tecnológicas ou táticas, o que contribuiu para a ampliação do poder de combate dos elementos de manobra. Tendo como princípios a precisão, a adequabilidade, a sincronização, a presteza e a atuação em rede, proporciona volume e potência de fogo ao comando, nos momentos e locais necessários à manobra. Daí seu inquestionável e fundamental papel no combate.

“É COM FOGO QUE SE GANHAM AS BATALHAS!”

 

                                                              ATIVIDADES DURANTE O CURSO

 

O curso de Artilharia da ESA tem por missão habilitar o aluno para os cargos de sargento não-aperfeiçoado, capacitando-o a desempenhar as principais funções e atividades operacionais de guerra e não guerra, administrativas e da justiça militar, previstas para sua Qualificação Militar, nas graduações de sargento não-aperfeiçoado, tais como atuar como Instrutor e Monitor; comandar ou chefiar as frações de tropa compatíveis com a sua graduação e correspondente à sua Qualificação Militar Singular – no caso da Artilharia;  e participar, no contexto da força terrestre, como elemento essencial de sua estrutura, atuando como elo fundamental entre o comando e a tropa.
Durante o período de Qualificação, desenvolvido em 43 semanas e com 1902 horas de instrução são ministradas as seguintes disciplinas: Treinamento Físico Militar II, Armamento Munição e Tiro II, Língua Inglesa, Instrução Especial, História Militar do Brasil, Instrução Geral II, Técnicas de Artilharia, Linha de Fogo, Topografia, Emprego de Artilharia (estas 4 últimas peculiares para a Arma de Artilharia). São realizados, também, durante o período, as Olimpíadas Escolares, cinco exercícios de longa duração, dois estágios a cargo da Seção de Instrução Especial (SIEsp), o Projeto Interdisciplinar e, coroando o ano de instrução, a Manobra Escolar.

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                                                          PATRONO DA ARMA DE ARTILHARIA

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MARECHAL-DE-EXÉRCITO EMÍLIO LUIZ MALLET

O Marechal Emílio Luiz Mallet - Barão do Itapevi foi consagrado, por Dec. 51424 de 13 mar 1962, patrono da Arma de Artilharia, em cujo seio se forjou e se firmou com o honroso título de Artilheiro Símbolo do Brasil.
Mallet nasceu em Dunquerque – França, em 10 junho 1801, e faleceu no Rio de Janeiro, em 2 janeiro 1866, depois de 68 anos de devotamento à construção de sua nova pátria, na paz e na guerra. Seus restos mortais repousam no mausoléu erguido em Santa Maria – RS, junto ao 3º Grupo de Artilharia de Campanha, o REGIMENTO MALLET.
Como tenente, no comando de duas peças de Artilharia, Mallet teve atuação marcante na batalha de Passo do Rosário, de 20 fevereiro 1827. Na guerra contra Oribe e Rosas (1851-52), como capitão, fez toda a campanha contra Oribe no comando do 1º Regimento, então tracionado por bois. Data, de então, a tradição da unidade chamar-se "Boi-de-botas", em razão dos bois que, de tanto atravessarem lodaçais, no inverno, davam a impressão de estarem calçando botas.
Mallet teve como ponto culminante e mais glorioso de sua carreira à frente do 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, o atual Regimento Mallet, na batalha de Tuiuti, em 24 maio 1866. Ali, com seu regimento na vanguarda e em posição, atrás de um fosso escavado com auxílio inclusive do Batalhão de Engenheiros e manobrando com rara habilidade e competência sua "Artilharia-Revólver", cumpriu sua determinação assim expressa no calor da luta: "Por aqui eles não passam". Foi o primeiro a suportar e a repelir as massas inimigas que, a todo o custo, pretendiam romper a posição aliada. Isto lhe valeu promoção a coronel por bravura.
Mallet sublimou as Virtudes Militares de bravura, coragem, devotamento e abnegação, como oficial do Exército, em todas as guerras externas do Império do Brasil: Guerra da Cisplatina (1825-28); Guerra contra Oribe e Rosas (1851-52); Guerra contra Aguirre (1864); e Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1865-70).

(retirado do livro MALLET, O Patrono da Artilharia ,Biblioteca do Exército Editora 2ª Edição 1995)

 

                                                             CANÇÃO DA ARMA DE ARTILHARIA

 

Letra: JORGE PINHEIRO
Música: Christian Zaihn

Eu sou a poderosa Artilharia
Que na luta se impõe pela metralha,
A missão das outras armas auxilia,
E prepara o campo de batalha,
Com seus tiros de tempo e percussão,
As fileiras inimigas leva a morte e a confusão.

Se montada, sou par da Infantaria
Nos combates, nas marchas, na vitória!
A cavalo acompanho a cavalaria
Nos contatos, nas cargas e na glória
Com rajadas de fogo surpreender
As vanguardas inimigas e depois retroceder

Quer de costa, antiaérea ou de campanha ,
Eu domino no mar, no ar, na terra,
Quer no forte, no campo ou na montanha,
Vibra mais no canhão, a voz da guerra;
Da batalha sinistra a melodia
É mais alta na garganta da pesada Artilharia.

Se é mister um esforço derradeiro
E fazer do seu corpo uma trincheira,
Abraçado ao canhão morre o Artilheiro
Em defesa da Pátria e da Bandeira.
O mais alto valor de uma nação
Vibra n’alma do soldado,
Ruge n’alma do canhão.

Hurra!... Hurra!... Hurra!...

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