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                                          COMUNICAÇÕES                                             

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 A Arma do Comando, como é conhecida a Arma de Comunicações, propicia os sistemas destinados a estabelecer as ligações entre os diversos escalões no Combate, com a finalidade de apoiar o exercício do comando e controle.
 Além disso, atua no controle do espectro eletromagnético, por meio das atividades de Guerra Eletrônica, para impedir ou dificultar as comunicações do inimigo, facilitar as próprias comunicações e obter informações.

 No campo cibernético, possui a capacidade de desenvolver medidas de proteção e mitigação de ataques, coordenando e integrando esforços dos vetores da defesa cibernética.

 

                               ATIVIDADES DURANTE O CURSO                               

 

Além das instruções comuns a todos os cursos, que englobam, dentre outras matérias, "Treinamento Físico Militar", "Instrução Geral" e "Comando, Chefia e Liderança", o aluno do Curso de Comunicações, na Escola de Sargentos das Armas, recebe instruções específicas de sua arma:

. "Técnica Militar": na qual o aluno tem o primeiro contato com os equipamentos rádio que empregarão nas atividades desempenhadas pela Arma, bem como toda estrutura física necessária que se deve ter para manter o sistema de comunicações, seja ele através do fio ou por propagação de ondas;

. "Fundamento das Comunicações": é a matéria base que ensina o instruendo a conhecer tanto a parte de elétrica, fundamental à energização do sistema eletrônico empregado, quanto a parte de como é possível estabelecer os enlaces por ondas eletromagnéticas; e

. "Emprego das Comunicações": nessa matéria o aluno aprende como funciona o planejamento de Comunicações em apoio às outras Armas levando em consideração a peculiaridade de cada uma delas nos diversos tipos de operações.

Para desenvolver esse conteúdo, o aluno conta com instruções em campo, em salas de aula, uma sala preparada para utilizar equipamentos rádio em grandes bancadas energizadas e uma moderna sala de cibernética.  

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                               PATRONO DAS COMUNICAÇÕES                               

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MARECHAL CÂNDIDO MARIANO DA SILVA RONDON

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu a 5 de maio de 1865, em Mimoso, próximo a Cuiabá, Mato Grosso. Filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu o pai antes de seu nascimento e a mãe quando tinha dois anos de vida, tendo sido então criado pelo avô e por um tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome "Rondon".

Muito cedo Rondon despertou seu pendor para a carreira das armas, ingressando na Escola Militar da Praia Vermelha aos 16 anos de idade. Em 1888 era promovido a alferes (posto correspondente hoje a "aspirante-a-oficial").

Durante sua vida, Rondon dedicou-se a duas causas mestras: a ligação dos mais afastados pontos da fronteira e do sertão brasileiro aos principais centros urbanos e a integração do indígena à civilização. Somente uma ou outra tarefa teriam bastado para justificar o nome de Rondon na História. Mas o ilustre militar foi muito além.

Na primeira empreitada, Rondon desbravou mais de 50.000 quilômetros de sertão e estendeu mais de 2.000 quilômetros de fios de cobre pelas regiões do País, ligando as mais longínquas paragens brasileiras pela comunicação do telégrafo. Como indigenista, pacificou tribos, estudou os usos e costumes dos habitantes dos lugares percorridos, participou da criação de medidas legais de proteção aos silvícolas. Tanto que, a 7 de setembro de 1910, foi nomeado diretor da Fundação do Serviço de Proteção aos Índios, precursora da atual Fundação Nacional de Assistência ao Índio, em face do muito que já realizara e da estatura moral e intelectual patenteada em toda sua carreira.

Além dessas conquistas, as expedições de Rondon também contribuíram para que quinze novos rios viessem a figurar em nossos mapas como resultado de suas explorações fluviais; o Museu Nacional enriqueceu-se com vinte mil exemplares de nossa fauna e flora, devidamente inventariados; enorme área de quinhentos mil quilômetros quadrados foi integrada ao espaço brasileiro; e foram compilados, num total de setenta volumes, relatórios alusivos à Biologia, Geologia, Hidrografia e todos os aspectos das regiões antes desconhecidos.

O reconhecimento da obra de Rondon extrapolou as fronteiras do Brasil. Teve a glória de ter seu nome escrito em letras de ouro maciço no Livro da Sociedade de Geografia de Nova Iorque, como o explorador que penetrou mais profundamente em terras tropicais, ao lado de outros imortais como Amundsen e Pearry, descobridores dos pólos Norte e Sul; e Charcot e Byrd, exploradores que mais profundamente penetraram em terras árticas e antárticas.

Na sessão solene do Congresso Nacional de 5 de maio de 1955, já com 90 anos, Rondon recebeu as insígnias do posto de marechal. Faleceu, no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, aos 92 anos.

A tenacidade, a dedicação, a abnegação e o altruísmo, atributos marcantes de sua personalidade, o fizeram merecedor, com indiscutível justiça, do título de Patrono da Arma de Comunicações do Exército Brasileiro, sendo sua data natalícia tomada como o Dia Nacional das Comunicações.

 

                                 CANÇÃO DAS COMUNICAÇÕES                                

Letra: Aloísio Pereira Pires 
Música: Dobrado "Brasil Eterno", de Abdon Lyra

Pelas estradas sem fim,
Ou pelo campo caminha a glória
Os nossos fios, as nossas antenas
Transmitem essas vitórias.
Quando soa a metralha
Ou o ronco dos canhões
Nos céus da pátria ecoa
Teu nome Comunicações.

E, quando a vitória vier
Alguém falará no porvir:
Na paz, assim como na guerra
Teu lema é sempre servir.

Dentro das noites escuras
O teu trabalho silente será
E nessa mudez somente a bravura
Ao teu lado caminhará
Sempre estarás na vanguarda
E cumprirás do Comando as missões
Com o nome de Rondon,
Pulsando em nossos corações.

E, quando a vitória vier
Alguém falará no porvir:
Na paz, assim como na guerra
Teu lema é sempre servir.

 

CANÇÃO AUDAZ COMUNICANTE

Letra: André Marcelo Souza de Araújo (1º Ten Com Marcelo Araújo, 1993)

Música: Adaptação do dobrado "Os Quatro Tenentes", de José Macedo

Audaz comunicante, nobre guerreiro,
No fragor dos embates é sobranceiro
Na paz, assim como na guerra
Silente em seu trabalho, vence o perigo
Enfrenta sem temor o inimigo

Ligando a todos vai com vibração
Buscando a qualquer custo a integração
Seu brasão é o vetor azul e altaneiro
Audaz comunicante, nobre guerreiro

Herdeiro de um passado de luta e glória
Seus feitos engrandecem a nossa história
Comunicante, fibra de pioneiro
Seu brado de vitória chega primeiro

Rondon, exemplo eterno de devoção
Tornou unida e forte esta Nação
Sua obra é um legado para as gerações
Me orgulho porque sou de Comunicações

Vai... não perde tempo mensageiro
Vai... segue as trilhas de Rondon
Vai... transmite a mensagem “Se preciso, vou morrer
Para nossa Pátria defender!”

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